terça-feira, 9 de julho de 2013

Histórias sem futuro.

Após algum tempo (finalmente) deixei partir tudo o que não mostrava interesse em ficar. Eram apenas casos perdidos que não valiam a pena, logo de nada valia o meu esforço. Como a minha mãe diz: - “ não vale a pena lutar por aquilo que não teima em ficar” - palavras sábias de quem já deglutiu muito desta vida. Sendo assim, tomei a liberdade de seguir em frente!
É óbvio que todas essas “taras perdidas” deixam algum tipo de ressentimento, infelizmente ainda não inventaram a borracha do coração. E digo coração porque sempre que nos magoam o único, e coitado, a sofrer as penalizações é o coração. Quem me dera a mim que me doessem as pernas! Mas não, além das dores de cabeça, o coração é quem sofre as maiores mazelas.
É irónico como tudo (ou quase tudo) tem o poder de despertar em nós sonhos. Incrivelmente fantasia-mos com todo o tipo de atitudes. Ao mínimo sinal de simpatia formalizamos um futuro inteiro, e depois sem quês nem porquês, pufff. It’s over, finito, rien de rien!
As pessoas vão mais facilmente do que ficam. E acreditem, não vale a pena culparem-se, parte delas são apenas seres insatisfeitos que não se contentam com nada, nem ninguém. Sofrem de algum tipo de mimo que nos torna a nós, pessoas maduras, incapazes de lidar ou preencher.
Em suma, são pessoas que apenas nutriam por nós algum tipo de interesse. Saciado esse interesse, “ala que se faz tarde”.
Pois é, é por isso que eu deixei de insistir. Deixei de me preocupar e, principalmente, deixei de me culpar. Aceitei apenas o facto de estupidamente me entregar de alma e coração para quem não sabe o que é ter um. Somados os desgostos, saldam-se as histórias sem futuro, tornando-se agora mais fácil raciocinar.
O passado, como já disse, deixei-o partir. Sobra-me apenas o futuro que é onde eu deposito os sonhos que me restam. E caso me perguntarem pelo presente, desculpem, mas vou responder que é segredo. Nunca se sabe quando este pode decidir partir também. A ver vamos...






terça-feira, 25 de junho de 2013

Universo paralelo.

É nas letras que eu me encontro e me perco ao mesmo tempo. É nos pedaços de papel em branco que descarrego o que vai dentro de mim. Liberto tudo numa tentativa de aliviar a alma, as coisas más, as boas e as assim-assim. Escrevo de tudo, falo de tudo, confesso tudo. É neste mundo paralelo, o meu mundo, que eu liberto as minhas consciências e tudo o que elas me fazem carregar. Escrevo e rescrevo o que na memória me vai, tentando a todo o custo me recordar dos porquês diários. Do meu porquê. Escrevo sem amanhã, sem passados, sem presentes. Apenas escrevo.
Faço das folhas o meu diário e das linhas o meu suporte. É nas linhas que deixo parte do que sou, e é nas linhas que eu busco parte do que tento ser. Confio às letras o meu coração, confio a elas aquilo que não consigo confiar a mais ninguém. As letras estão para mim como a lua para a noite, como o mar para o oceano. Que seria de mim sem este refúgio? É por isso que escrevo. Escrevo para esvaziar este vazio. Escrevo de tudo. Para tudo. Com tudo. Porque eu sou assim: Escritora nas horas vagas, moça a tempo inteiro.





sábado, 15 de junho de 2013

De mim. Para mim.

  E pronto, a dor voltou. O mau estar constante, a dor de barriga, a falta de apetite, o mau humor, e todas aquelas situações que achamos más somente porque queremos a todo o custo culpar algo. Ou alguém. Voltei a fazer do meu sistema um saco de boxe.
Mas porquê? Porquê que teimosamente teimo em olhar para lá daquilo que posso ter? Se as sortes não me sorriem ao coração porquê tenta-las? - Gostas de sofrer ! 
  Agora aguenta! Aguenta esse pensamento constante de que a culpa é tua. Isso, remói-te a pensar onde foi que erraste. Se é que alguma vez erraste. Apenas tentas-te ver um pouco mais prá lá do que esperavas. Azar, correu mal. Nem tudo corre bem, certo?
  Agora vá, faz o que fazes sempre. Entristece-te p'ra aí. Sozinha, em silêncio, desejando mais que nunca não voltar a sentir. Faz o que fazes sempre! Aposto que daqui a uns tempos estarás bem mais fria que da última vez que te encontrei. 
  Sabes que um dia vais ter de parar com isso?! Em algum momento terás de aprender a valorizar o que há em ti. Aposto que esses destroços todos não passam de meros testes para testar o quão forte tu és. Sobrevives sempre já viste? Vá sorri. Amanhã ou depois, ou até mesmo daqui a uns tempos, terás outra história para contar. Tens sempre não é? 
  Eu gosto de ti, e isso é verdadeiro. És linda e tens daqueles corações bem vermelhos que batem forte pelos outros. Quem não te conhece, sonha conhecer. E quem não te ama, não sabe o que é amar. Vá, levanta-te e compõe-te, mais uma vez. Não te prometo que dá próxima vez seja melhor, mas prometo que haverá uma próxima vez. Se tu quiseres. Se ainda conseguires.

















domingo, 9 de junho de 2013

Pessoas ?

Aos poucos começo a detestar este cenário. É impossível continuar assistir aos feitos egocêntricos da raça humana com indiferença. Já não me sinto indiferente, mas sim diferente.
As mentes invejosas e hipócritas de alguns dão-me náuseas. Fazem-me desejar não querer pertencer aqui, a isto, a esta panóplia de querelas egoístas que não passam de uma autoconfiança exagerada. Tudo em prol de um ego mais obeso.
Já não sei mais como lidar com a falta de bom senso das pessoas (pessoas?), com as suas tentativas frustradas de tentarem arruinar o sucesso dos outros.  
Não entendo estes animais, estas pessoas estranhas que me rodeiam com os seus falsos testemunhos. Todos eles me fazem parecer louca!
Tento manter a minha esperança, mas a cada dia que passa me desiludo mais. As pessoas não passam de seres infelizes que não se contentam com o mínimo de esforço. O amor por si só não chega. É preciso mais. É preciso tirar mais.
Onde estão as boas acções? Onde está aquele respeito mutuo que todos deveriam partilhar?
Fico doente com este sistema, fico mal com esta falta de compaixão. Vivemos em plena Guerra Fria do seculo vinte um, em que a indiferença dita as boas maneiras do povo.
Serei diferente? Serei apenas mais um saco de boxe?
Sinto a raiva a fervilhar em mim, sinto a preocupação a consumir-me os membros. Afinal onde está o amor? O que é o amor? As pessoas mudam e esquecem-se de avisar os outros... está na hora de acordar.





sexta-feira, 17 de maio de 2013

Disposições


Trazes contigo perigosas borboletas que me tentam picar com as suas doses de expectativas, sinceras ou não todos os dias elas me encantam, todos os dias elas conquistam um pouco mais de mim. Trazes para o meu mundo o desassossego que há muito ele necessitava, a diferença tão igual que vista de fora parece um nada e um tudo. Agitas os meus risos e fazes aflorar no meu estômago aquele friozinho ridículo de quem já sorri somente por sorrir. Não penses que não gosto. Gosto! Apenas me incomoda esta sensação. 
Incomoda-me a voz da minha consciência que todos os dias me pergunta: "Até quando durará?" - pergunta esta que me faz sempre que o inesperado me tenta conquistar, sempre que as constelações se unem para de algum modo me agradar. É estranho. É estranho toda esta conjuntura de boas ondas, as marés raramente me dão tréguas, raramente rumam a meu favor. 
Todos dos dias sorriu um pouco mais, e todos os dias me deixo surpreender um pouco mais também. Cuidado, olha que não sou menina de confiar em marés. 
Revolto-me com esta boa disposição, com estas novidades risonhas que de tão inesperadas que são me fazem andar mais bem disposta. Sim, estou a deixar o meu mau feitio de parte. 
Começo achar o destino um bipolar de primeira, sempre a passar-me a perna quando menos espero. Coloca-me no caminho situações com as quais já não sei lidar, e quase que aposto que tudo não passa de uma tentativa para me pôr à prova mais uma vez. À prova de tudo aquilo que um dia me sugou. Ou tentou sugar.
Mas eu não sei o que fazer com estas comichões, não sei como vou lidar com estas teimosas borboletas que tentar forjar o meu ego! Não sei nada de nada, mas sei um pouco de tudo. 
É por isso que lanço as minhas cartas ao tempo, ele que decida o que fazer com os meus pensamentos, com os meus quereres, há muito que os soltei ao vento na esperança que eles encontrassem o seu destino. 
Hoje só me resta dormir e culpar as estrelas, há muito tempo que não me sentia tão bem. :)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pequenas felicidades


Houve um tempo em que abria a minha janela sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim que se aparentava quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Porém todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, atirava sobre as plantas algumas gotas de água. Não era uma rega: era uma espécie de um borrifo ritual, para que o jardim não morresse. Eu olhava para as plantas, para o homem, e para as gotas de água que caíam dos seus dedos magros, e não sei como nem porquê mas nesse momento o meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e são várias as plantas que encontro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas, feias. Por vezes avisto crianças que vão para a escola e pardais que pulam de muro em muro. Borboletas brancas, duas a duas, como reflectidas no espelho do ar. Às vezes, um galo canta. E às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu, nestaa poucas vezes, sinto-me completamente feliz.
Mas quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que estas coisas não existem, e outros que só existem diante das minhas janelas. Por fim ainda existe quem, finalmente, me diz que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim, lindas, perfeitas, únicas. 
D.M.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Enquanto dá.

Durante a vida acreditamos e esperamos por tempo ilimitado, tempo indefinido. Deixamos rolar e desenrolar até as forças deixarem, até estas consentirem. Deixamos-nos ir, na esperança que todas estas voltas nos levem até onde pertencemos, até onde encaixamos. Aguentamos enquanto podemos, enquanto dá, enquanto as forças assim o permitem. Todos eles (cujo nome não pronuncio) assistem a esta espiral de expectativas. A estes dominós sentimentais. Todos eles vão aplaudindo este espectáculo de desilusões, fazendo questão de se levantarem e encararem de frente as nossas derrotas.
Enquanto isso, vamos aguentando. Sorrimos falso enquanto podemos e fingimos que está tudo bem até conseguirmos suportar: esta má sorte, estes maus tratos, estas mudanças.
Esperançosamente tentamos acreditar em dias melhores, em histórias melhores, pois todos os dias desejamos receber nos nossos braços pessoas boas, dignas de sentimentos, dignas dos mais íntimos segredos. Adormecemos na esperança de que todos os nossos sonhos, um dia, se tornarão possíveis, reais. Praticamos este esforço mental dia após dia, cedendo a todas estas utopias que a vida nos faz bebericar desalmadamente. 
É duro aguentar. É triste ter que aguentar. 
Sinto-me endoidecer. O cansaço pesa e aos poucos vou perdendo a minha mente, os meus reflexos, o meu amor próprio. Todos olham, todos aplaudem. Que faço eu agora? Sorriu.  


domingo, 7 de abril de 2013

(In)diferente.

              


Foi tudo uma questão de segundos. Tal e qual a trovoada que chega sem avisar. A ela interessou-lhe a diferença. Aquela maneira de ser que ela nunca conhecera. O obscurantismo que pairava entre as entrelinhas das suas conversas sugava a sua atenção. Acorrentava-a as palavras por longas horas, horas essas que ela nem sentia passar. Eram conversas hipnotizantes que faziam crescer em si todos os sorrisos do mundo. Eram tão diferentes, um oposto que no seu pensamento se podia atrair. Ele nem sabe o quanto a cativou. Não em beleza, não em expectativas. Cativou-a de uma maneira que ela jamais sentira. A diferença. Somente a diferença fez crescer nela esse interesse forasteiro com que ela começava agora a lidar. Era uma diferença boa, porém uma diferença iludida. Uma diferença que agora é tão indiferente…


sexta-feira, 29 de março de 2013

Mundo meu.


    Vou-te dar a mão. Hoje trago-te para o meu mundo, aquele mesmo que te falei e que tu não acreditavas que existia. Vou levar-te à minha realidade. Vou mostrar-te alguns dos caminhos que percorri e percorro. Saberás um pouquinho mais da minha história e do porquê de eu ser assim, estranhamente estranha. Verás com os teus olhos o meu mundo, apreciarás as minhas cores, os meus sonhos e os meus textos. Aqueles que escrevo quando a vontade me toca. Sentirás dentro de ti um pouco mais de mim. E verás que com o tempo crescerá em ti um desejo de querer ficar, de querer descobrir este mundo ao qual te apresento.
     Verás que afinal sou apenas uma mulher, e que as mulheres são estranhas.
     Mas prepara-te, não encontrarás só o meu sorriso largo. A minha tristeza, as minhas desilusões, as minhas quedas. Todos eles têm lugar marcado no meu mundo. Estão arrecadados no caixote que etiquetei como Passado. Aí encontrarás as minhas fraquezas. Os meus momentos maus.
        Quando o vires promete-me que não vais fugir! Promete-me que apertarás a minha mão sem nunca a deixares escapar.
     Acredita, mais à frente encontrarás um lugar especial. Um lugar que guardo com o coração, justamente por ser ao coração que ele está reservado. É um lugar vazio, silencioso. Ainda não tive tempo, nem sorte de o preencher. Está guardado para alguém que ainda não conheci. Alguém com quem um dia partilharei o meu ser, a minha alma e este mundo que acabo de te mostrar. Alguém que, no fundo, me curará.
       Este é o meu mundo, aquele mesmo que te falei, lembras-te? Hoje mostrei-te um pouco mais daquilo que sou. Consegui abrir-te um pouquinho das portas de cada canto meu.
Espero que a desilusão não te tenha assaltado, esta sou eu de corpo e alma, alma e ser.
     É estranho sentir a mão quente, apertada, segura. Obrigado por corajosamente conseguires ficar, obrigado por não fugires e aceitares esta parte de mim. Prometo que amanhã te mostro um pouco mais.
    Do meu mundo, de mim, e quem sabe daquele lugar que te falei… Só precisas de querer ficar.
   Só precisas de ficar!

quinta-feira, 28 de março de 2013


Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, discute, expõe-se, perde por completo o juízo em nome de causas e paixões. Esse coração que tantas vezes sai do sério e, por vezes revê as suas posições arrependido das palavras e dos gestos tomados. Esse coração que tantas vezes fora incompreendido, tantas vezes provocado, tantas vezes impulsivo. Rifa-se esse desequilíbrio emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá para engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar um rosto. Rifa-se.

sábado, 16 de março de 2013

Sonhos Cor-de-Rosa


Tenho sensações estranhas, pressentimentos que me fazem ganhar um certo friozinho na barriga. Sou de olhares, palavras e tactos. Sou de tudo um pouco, e de tudo sou feita. Grandes e pequenas atitudes. Ilustres e delicadas acções. Tudo me cativa, tudo me afasta. Tocam no meu coração, tocam em todo o meu ser. Todo ele vibra e dá pulinhos ridículos, típico de quem se derrete com apenas um sorriso. Vivo a fugir para um mundo colorido que construí com os meus encantos. Adormeço e sonho sobre as suas nuvens, deixando-me ir ao sabor do vento. Permaneço num silencio reconfortante que me trás paz interior, que me trás tudo aquilo que diariamente me falta. São apenas breves minutos de uma tranquilidade cor-de-rosa, com cheiro a algodão doce. Sinto o calor da minha alma, a inspiração das minhas palavras. Nessa coreografia de sentimentos deixo-me ir, colocando à deriva a escritora que há em mim. Sofrimentos de parte, nascem em mim todos os tons do mundo. Colori-me dessa felicidade, viciem-me nestes instantes. Apaixonei-me. Entreguei-me de mente e alma, redescobri o meu ser, o meu ego, a minha alegria. E agora,  que será de mim? Que será de mim agora que descobri onde pertence o meu ser? Realidade, porque és tão "matreira"?   


quarta-feira, 13 de março de 2013

Aos que me detestam, aos que não gostam de mim e aos que gostam assim a assim.


Há uma altura na vida em que deixamos de nos importar. Optamos pelo esquecimento forçado e seguimos. Deixamos de parte todos aqueles que nos desapontaram e que, de certa forma, nos desiludiram. Aprendemos a lidar com erro dessa pessoa, e aceitamos a sua ingratidão. Recorrendo ao nosso íntimo, guardando para nós esse desgosto.
Também existe um momento em que percebemos que a maior virtude da vida, está no desprezo que atribuímos às coisas insignificantes. A todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, não nos aceitam.
Aprendemos a lidar com as suas críticas, com os seus inconformismos, os seus devaneios e até mesmo as suas maldades. Começamos a ganhar dentro de nós um pouco mais de bom senso, começando então a separar o que está certo do que está errado. Começando a desprezar. Seguindo, sempre.
E mesmo que uma imensidão de gente não nos aceite, apenas nos foquemos em continuar. Afinal, quem são eles para julgarem o que vai dentro de nós?
Cabe a cada um seguir os seus próprios valores e tomar os seus próprios juízos. Cabe a cada um o direito da palavra. De a dar e de a não querer dar. E mesmo que tudo isto traga desaforos, apenas continuemos.
A vida constrói-se com compromissos que assumimos, com o nosso coração, com a nossa consciência. E todos esses maldizeres diários, acreditem, um dia serão o nosso forte.
E sabem aquela inveja constante? Aquele desdém importuno? Aquele mal que nos lançam simplesmente porque sorrimos? Ignorem-nos, a todos eles. 
Façam deles música, deixem-nos soltos, eles iram rodopiar com o vento.
Entendam que essas atitudes vêm de seres que se sentem insaciados por algum motivo. Seja carência, ou excesso de confiança, todos eles nutrem dentro de si algo que só por si é triste. Invejam-nos, temem-nos e têm a necessidade de nos fazerem sentir inferiores, daí os seus incontroláveis ataques. Muitas vezes feitos de forma cobarde, à nossa retaguarda.
Por isso, e já que essa gente não vê o nosso interior, deixai-os de parte. Acumulem-nos às insignificâncias da vossa vida. E sigam (sempre). Pois aquilo que somos, é aquilo que criamos. E que mal há em criarmos algo diferente? Que mal há, em sermos diferentes? Valores meus amigos, apenas valores.
D.M.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sonho

Eu olho para a tua tatuagem e para o tamanho do teu braço e para os calos das tuas mãos e, mesmo assim, acho que vai dar tudo certo. Encho-me de esperança e nada. E aí vens tu e tratas-me tão bem... Estragas tudo. Que mania de seres bom rapaz, que coisa chata!
Eu nunca mais quero ouvir que só tens olhos para mim, ok? E nem o quanto tu és bom filho. Muito menos o quanto amas crianças. E trata de parar com essa mania horrível de largar os teus amigos quando eu te ligo. Colabora, pah! Está tão fácil de me ganhar, basta fazeres tudo para me perder.
E lá vens tu dizer que o meu cabelo sujo cheira bem. E que já que eu não te liguei e não te atendi, foste dormir. Não digas que segurar a minha mão é suficiente. E não inventes em querer conhecer a minha mãe. E que viajar sem mim é um fim de semana apagado. E que está tudo bem se eu só quiser ficar a ler e não abrir a boca…
Com tanto potencial para acabar com a minha vida, sabem o que ele quer? Fazer-me feliz! Olhem que desgraça. O rapaz quer fazer-me feliz! E acabar com a maravilhosa sensação de ser miserável. E tirar-me de mim a única coisa que sei fazer de melhor nesta vida, que é sofrer. Anos de acomodamento e ele quer mudar todo o esquema. O rapaz quer mesmo me fazer feliz! Vejam lá se pode...
Não dá, assim não dá! Deveria existir algum tipo de pena para esse tipo de crime. O pior é que isto vicia. Não é que hoje acordei toda convencida? Agora nenhum rapazito me trata mal, eu não deixo. Agora nenhum rapazito se mete comigo, mando logo pastar. Dei comigo a achar que mereço ser amada. Vejam lá se pode, mesmo!! Anos a servir de capacho, feliz da vida, e chega um desavisado com a cara mais incrível do país e muda tudo. Até a cantar eu ando agora. Que desgraça! Ontem quase, quase, mas quase que ele me tratou mal. Foi por muito pouco mesmo. Eu senti que a coisa se estava a dar... Cruzei os dedos, cheguei até a implorar ao acaso… “Vá, é agora rapaz!”. Só mais um pouquinho. Ralha comigo, força! Dá-me uma apertadela forte no braço. Fala-me de outra mulher. Atende a algum amigo retardado bem na hora em que eu te estava a falar dos meus medos. Manda-me calar! Sei lá... Faz alguma coisa homem!
E afinal de tudo era tudo uma piada. Era uma piadinha Deus!! Ele fingiu que estava chateado comigo. E acabou. Já veio com a conversa chata de que me ama e começou o mel todo de novo. Porra que ele não para de me beijar! Que coisa chata.
A minha mãe devia-me prender em casa, proteger-me, sei lá. Onde já se viu andar com um homem destes? Ele vem-me sempre buscar, espera-me à porta, abre-me a porta do carro... Isto, quando não me suspende no ar e fala 456 elogios em menos de cinco segundos. Para piorar, ele ainda tem o pior dos defeitos da humanidade: ele esqueceu a ex namorada. Depois de 20 anos a relacionar-me só com homens obcecados por amores antigos, agora aparece-me um obcecado por mim que nem se lembra direito do nome da ex.As pessoas perguntam-me se ele está ou não a gozar comigo. E agora? Como é que eu vou sofrer numa situação destas? Como? Importam-se de me explicar?
Durmo que é uma maravilha. A minha pele está incrível. A fome já voltou. A vida está uma chatice ímpar. Mas alguém pode fazer o favor de me ajudar? Existe alguma terapia para tentar ser infeliz? Olhem que no outro dia até me belisquei para sofrer só um pouquinho. Mas o desgraçado correu até mim para assoprar e dar-me um beijinho. Porra, o que é isto?? Estou mesmo lixada. FF ♥

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Tortura Sentimental



Adorava conseguir-me expressar, libertar destes inúmeros pensamentos que me rodam na cabeça. São tantas as maneiras com que o tento fazer... Já perdi a conta às vezes que tentei expulsar este negativismo dentro de mim. O facto é, o mundo e as pessoas que habitam nele vão sempre arranjar formas de nos partirem o coração. Eu sempre soube disso e por vezes senti na pele as picadas desta afirmação.
Acontece que agora é diferente, agora não são só meras picadas, é um aglomerado de coisas más que juntas parecem querer-me sufocar. Sufocam tudo em mim, a minha maneira de querer viver, os meus pensamentos, os meus desejos, as minhas dores. Não sei mais a que mundo pertenço. 
Deixo-me sufocar por este rancor e aos poucos enterro-me neste sentimento mau que me preenche. Não sei como me deixei afectar de tal maneira, nem como me deixei derrotar por algo que nem merece a minha compaixão. Pela minha alma que juro jamais querer fazer destas vontades actos certos, mas por ela também juro que metade do tempo não é isto que penso. Em que esquema caí eu? Pareço um circo bipolar, pareço uma maníaca? Foda-se, quebraram-me o coração,a alma, o meu sistema. 
Se algum dia pensei eu que jamais iria saber o significado da palavra ódio, hoje refaço essa questão. Dos meus poros expele uma raiva crucial, uma revolta aterrorizante, chegando mesmo assustar. Eu própria vivo assustada com o que sinto dentro de mim. 
E se outrora fui incapaz de desejar o mal, ou até mesmo de o praticar, hoje desejo-o com todas as minhas forças, e ao desejá-lo sei que o estou a praticar. Que as forças divinas me ajudem, eu nunca fui assim. Nunca me vi assim. Será por isso que esta nuvem de azar resolveu descarregar em mim? Digam-me, que mais posso eu fazer além de alimentar estes maus quereres? Esquecer, deixar para trás, ignorar, desprezar… já dizia o outro, “tretas”! Quando nos cravam a dignidade, cravam-nos a alma e todo o nosso ser, esquecer está para lá das minhas capacidades. Sonho com o dia em que acordo e tudo não passará de uma pequena lembrança, apenas uma má recordação. Sonho com o dia em que voltarei a trazer no peito a sensação de alívio, aquela sensação que eu sentia quando era eu mesma.
A minha consciência permanece tranquila, porém carrego em mim esta culpa, culpa de me estar a mutilar aos poucos, a desgastar com esta obsessão, a matar com este sentimento sombrio que plantei em mim. Já tentei explicar o quanto louca me sinto, mas sinto que todos parecem tão ou mais loucos que eu. Se ao menos me deixassem seguir, se ao menos se esquecem de mim, se por breves segundos eu não tivesse nada nem ninguém para me atormentar com este erro, este descuido que eu tão cegamente cometi... 
Rezo para que estas vozes se calem. Esforço-me para voltar a ser eu mesma, sem este medo e esta raiva que me perseguem. 
No fundo, sei que dentro de mim permanece a verdade e todas as coisas boas que fizeram de mim aquilo que sou hoje. Só peço que na balança das sentenças o meu rancor, o mal que me fizeram e todos estes pensamentos que carrego, equilibrem com a pessoa que eu sempre fui, sou e serei. Por isso, perdoem-me... por estar a ser tão fraca e ao mesmo tempo tão forte.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Melodia

 Quantas nas são as vezes que te sentes sozinho, perdido por esse mundo cruel...
 Quantas não são as vezes que todos os teus sentidos te dizem para correr, para fugires desta escuridão que a humanidade se tornou... 
Nesses momentos de tristeza, escuta o teu coração e as vozes angelicais que sempre te protegeram.
 Juntos vão cantar para ti uma melodia que te trará paz interior, mostrando-te de novo o caminho de regresso a casa.
Quando a vida te deixar cego de desgosto, lembra-te que é o amor que nos mantém gentis.
E quando achares que já sofreste o suficiente e que já não aguentas mais este mundo, lembra-te: és amado, e sempre vais ser.
E mesmo que o teu espírito, de tão quebrado que está, queira partir, lembra-te de todos os frutos bons que colheste e de todos os sorrisos que guardas-te, pois foram eles que te fizeram aguentar até agora.
E quando te sentires desesperado pela luta que travas, pensa que a vida é uma luta constante e que tu serás forte o suficiente para aguentar.
Será esta melodia que te mostrará a beleza da vida. Será ela que te vai mostrar que, aconteça o que acontecer, amanha será sempre outro dia, uma outra batalha. Pois quando a vida te machuca é amor, e todas as suas honras, que te vão curar. E amor todos temos, dentro de nós, algures perdido em nós.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sortes


Ela vagueia por todos os lugares, por todos os mundos possíveis e imaginários que a tão magoada alma dela cria. Ancorada naquele remorso que a tanto faz estremecer, ela revira todos os lugares do seu sub-consciente na esperança que este lhe traga à deriva respostas. O seu dia-a-dia é uma luta diária de queres e fazeres que a possuem nos momentos mais inesperados. O monstro que agora habita nela, liberta dentro de si organismos perigosos que a alteram, desmembrando-a pouco a pouco. As suas defesas aprisionadas estão naquela nostalgia que lhe suga o peito, fazendo de um certo modo doerem-lhe as forças. Ela própria não sabe se a dor que sente a cravar-lhe as veias é dolorosa ou extremamente prazerosa. Não sabe se gosta ou se simplesmente não se importa. Tudo à sua volta parece amedrontar todos os seus gestos. Tudo o que ela acredita ou pensava acreditar torna-se agora alvo de pequenas súplicas. Favores e desejos que esta, interminavelmente, suplica e pede que se concretizem. O desespero corre-lhe na alma, como a tristeza no rosto. O seu chão de tão móvel que se encontra, cria buracos de refúgio, onde esta por vezes, por longos períodos de tempo, se refugia e parece descansar. Pelo menos tentar fazê-lo. Tudo corre e os milésimos de segundo parecem ser cada vez mais curtos. Torna-se tudo um ciclo vicioso impossível de lhe atribuir qualquer forma de desprezo. São já vastos os socos mal avisados que esta leva por baixo daquele abdómen tão massacrado. Já nem a leveza, nem a astúcia das manhãs a fazem crer em qualquer tipo de esperança. Ela começou agora a testemunhar actos desumanos e cruéis. Actos insólitos, que sem merecer, cometem com ela. E a raiva, o desgosto, o desespero e até mesmo a sede de vingança começam-se a conjugar dentro de si. Não há volta a dar, o seu ser fora aniquilado por esse masoquismo humano. Conseguirá a sua alma sobreviver? Ou o seu corpo tornar-se-à um esqueleto intacto de afectos? Coração seco e amargurado em corpo e alma que outrora foram capazes de seguir. Pois é, a vida tem as suas sortes. 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Hoje sinto-me uma "Fernando Pessoa"


Encontro-me em em Coimbra, cidade de todo o encanto, sentada numa esplanada de um café. Observo as pessoas que passam na rua: observo os seus rotos, as suas atitudes e toda uma conjuntura de actos que formam o chamado viver. Viver que é tão bom e ao mesmo tempo tão difícil. Cada rosto que fixo transmite-me algo, não sei bem o que sinto, mas creio que cada pessoa desperta em mim sentimentos diferentes. Vejo de tudo um pouco; Gente alegre, gente apática, pessoas de sorriso estampado e pessoas que há muito se esqueceram dele. Provavelmente deixaram-no por aí perdido, algures nessas ruas da eternidade. Tem dias que me apetece fazer o mesmo com o meu. Sinto-me uma autêntica “Fernando Pessoa”. Apetece-me levantar da cadeira e ir de pessoa em pessoa dar uma palavrinha. Não sei ao certo o que poderia dizer, visto que falar com estranhos é coisa que raramente faço. Mas lá está, cativa-me essa sensação de falar com estranhos. São estranhos, nada sabem sobre mim e eu muito menos sei sobre eles e palavras amigáveis todos nós deveremos gostar de ouvir. Então a minha vontade é essa, fazer o bem hoje, alguma coisa de útil, de grande, de valor. Às vezes a vida tem segundos tão insignificantes… porque não aproveitar esses segundos e fazer deles grandes momentos? São vontades. Imensas vontades que se poderiam traduzir em grandes gestos se todos nós fossemos um pouco mais humanos. Acebei de sorrir para uma velhinha que está neste preciso momento a entrar no cafezito onde me encontro. Já fiz um gesto bom! Por mais pequenino que seja foi bom, pois essa graciosa senhora devolveu-me o sorriso com outro sorriso. Hoje deu-me para isto, sentar-me neste café e escrever. Ser escritor é isto mesmo: sentar, observar, sentir e escrever. Hoje falo de vontades, amanhã falarei de conquistas.
O importante é nunca deixar de sentir. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Chega deste erro.



E chega. Chega dessa humilhação que me causas. Chega dessas ofensas que te achas no direito de me dar. Chega desse desprezo e desse amor interesseiro que tens por mim. Chegou a hora de levantar a cabeça e dar graças à pessoa que sou. Está na hora de voltar a olhar para mim. Para aquilo que sou e que tanto amo. Desperdicei muito do meu coração contigo. Sufoquei até as forças me falharem, tentei de tudo e de tudo te dei. Mas agora basta! Chega deste amor vadio regado por estas lágrimas que em vão deitei. Jamais voltarei admitir que me uses, difames e me coloques de parte sempre que bem entendes. Verás agora toda à minha força, todo o meu ser a lutar contra este sentimento. O desprezo que me deste, será o desprezo que te vou retribuir. Selando contas. Deixando para trás essa pessoas que és, que tanto mal me fez. E se um dia eu voltar amar, que me lembre então de ti, e de tudo o que não me deste. Pois ao lembrar-me saberei que optei pela escolha certa. Deixando-te, estou abrir caminho para uma nova fase. Fase essa onde homens (meninos) como tu não têm espaço. Essa pessoa que és, que te tornas sempre que te dá para alucinar, um dia cairá. Será a queda da tua vida. E quando estiveres no fundo do poço mais profundo, ver-me-às no topo e verás que um dia eu realmente podia ter sido a tua possível vida. Foste para mim o que mais ninguém foi. Mas agora chega! Quem te risca sou eu. Amar quem não nos ama, não é um erro, é uma completa burrice. Deixar que alguém nos humilhe, nos faça sofrer, nos torture é uma crueldade ao nosso ego. Tu foste mais que cruel, foste desumano. Preencheste-me da maior infelicidade de todas. Quebraste os meus sentimentos e fizeste deles estilhaços.Sem dó nem piedade usaste-me. Chega desta tortura. Chega deste amor não correspondido. O mundo é enorme e tu és simplesmente mais um covarde que eu tive o desgosto de conhecer. E pelo amor que eu tenho a mim e aos que me amam, hoje eu coloco fim a estas lágrimas. Por mais que me custe, hoje começo-te a arrancar do meu peito. Sou linda, sou inteligente, sou verdadeira e boa pessoa e tu jamais serás digno de uma pessoa como eu. Chega! Chega desta ilusão, chega deste erro.





Este texto é dedicado aos meus amigos. A todos aqueles que todos os dias me fazem ver que o mundo é um lugar belo, cheio de pessoas dignas de se amar.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pudesses tu sentir  este meu amor,
Esta Paixão que alimento incansavelmente.
Soubesses tu o quanto dói.
Este respirar, esta falta, esta lembrança...
Saudades dos dias claros e das noites quentes de Verão.
Saudade desse jeito maldoso e espírito de leão.
Saudades... nada mais que saudades.
E o tempo, esse efémero tempo que tanto nos afasta ou afastou.
Esse tempo perdido em que te deixei, em que me deixas-te.
Pudesses tu sentir este meu amar. 
Pudesses tu evitar este meu chorar. 
E desejando-te, continuo a desejar,
Até ao dia que te lembres de mim, de ti,
E de tudo aquilo que ficou por contar. 

                                                                                     D.M.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Como gostar ?

No jogo da paixão, ou os dados estão em sintonia, ou o mais provável é a jogada correr mal. Ou se gosta a dois, ou não se gosta. É impensável gostar pela metade. No dar e no partilhar não existem lados, não existem partidos. Os sentimentos não se igualam, não se comparam. Não se pode argumentar quem dá mais ou quem dá menos, pois quando se gosta a troca é mútua, é de igual para igual. Sentimentos não se exigem, não se imploram. Cativam-se. Aos poucos, assim como quem não quer a coisa…
Neste quebra-cabeças que é a paixão, todos têm o seu tempo, a sua forma de aos poucos aceitar o que esta trás. Muitos receiam, duvidam e colocam questões em todas as jogadas que pretendem tomar. Mas quando se gosta, aceita-se. Espera-se. Compreende-se. E mesmo depois de tudo isto, continuasse a tentar.
Gostar é sentir saudade estando perto, é querer beijar estando a beijar, é querer encarnar um no outro a meio de um abraço prolongado. Quando gostamos, as horas e os minutos são a nossa guerra de almofadas. O tempo parece um tic tac demorado, um tic tac insuportável. Pois quando se gosta a presença é fundamental.
O respeito, o carinho, o valor, todos eles são obrigatórios, todos eles são regra a cumprir. E quando se gosta, nada disto é difícil de executar. As boas atitudes saem naturalmente, os beijos, os carinhos, as festas ao de leve… as coisas acontecem, só porque sim.
Parece fácil. Seria fácil se o gostar que eu falo fosse um gostar verdadeiro, real.
É triste quando um sentimento bom se resume a mágoa. É triste quando este conto de fadas não passa de uma comédia de mau gosto. É triste. Mas quando se gosta, gosta-se. Assim, sem problemas. O certo é que a paixão é um jogo, e infelizmente os problemas são o seu forte. É então que as tristezas e as desilusões se acumulam. O tempo passa e falta que sentimos começa a exagerar e a carregar o peito de dor. E os erros cometidos de dia para dia parecem magoar cada vez mais. As memórias que supostamente deveriam ser boas, apagam-se. E no pensamento só surge aquele momento: O momento em que eu deixei de gostar.   



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